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Para quem quer casar!rs!
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50 manias típicas de jornalista

1. Mania de guardar recorte de matéria pra nunca mais ler.

2. Mania de reclamar demais.

3. Mania de passar a madrugada na internet, mesmo depois de um dia intenso de trabalho.

4. Mania de tomar remédio pra dormir.

5. Mania de achar que sabe tudo.

6. Mania de ter opinião sobre tudo.

7. Mania de se sentir perseguido por todos.

8. Mania de querer salvar o mundo.

9. Mania de liberdade.

10. Mania de acreditar que um dia a coisa melhora.

11. Mania de recorrer a velhos clichês na hora de escrever uma matéria.

12. Mania de ajeitar o cabelo um milhão de vezes antes do link.

13. Mania de dar carteirada.

14. Mania de comer e escrever um texto ao mesmo tempo.

15. Mania de deixar o teclado todo cheio de gordura e resto de comida.

16. Mania de querer tudo pra ontem.

17. Mania de fingir riqueza pros vizinhos.

18. Mania de ter um blog.

19. Mania de chegar atrasado às pautas.

20. Mania de tomar café.

21. Mania de escrever um texto enorme e depois ficar cortando pra caber.

22. Mania de ir pra rua e ficar olhando pra tudo e todos, feito cachorro que vive preso em apartamento.

23. Mania de ler 50 vezes o próprio nome estampado na primeira página do jornal.

24. Mania de falar mal dos outros, principalmente de outros jornalistas.

25. Mania de declarar guerra aos assessores de imprensa.

26. Mania de achar que tudo pode render, pelo menos, uma nota.

27. Mania de ficar feliz com qualquer presentinho, feito cachorro carente.

28. Mania de rabiscar umas três frases por página do bloquinho e já pular pra outra.

29. Mania de encher o saco dos amigos na caça de bons personagens.

30. Mania de encher o texto de aspas.

31. Mania de ser DJ nas horas vagas.

32. Mania de ser poeta nas horas vagas.

33. Mania de ser esquisito.

34. Mania de namorar outros jornalistas.

35. Mania de roubar a pauta dos outros.

36. Mania de “produzir” fotos, de orientar personagem, de acabar com a naturalidade.

37. Mania de ser saudosista.

38. Mania de requentar informação.

39. Mania de fazer pergunta óbvia.

40. Mania de se fingir de morto na reunião de pauta pra não pegar roubada do chefe.

41. Mania de pisar no pé do colega na luta pra chegar mais perto do entrevistado.

42. Mania de achar que vai conseguir furos fuçando no Twitter.

43. Mania de desorganização.

44. Mania de parecer envergonhado na hora de tietar entrevistado famoso.

45. Mania de esconder o time de coração quando se é jornalista esportivo.

46. Mania de se sentir mais importante só porque trabalha num jornal grande.

47. Mania de se sentir menos importante só porque trabalha num jornal pequeno.

48. Mania de ir ao bar e passar 76,7% do tempo falando só de jornalismo.

49. Mania de ir ao bar e passar 23,3% do tempo discutindo quem é e quem não é gay na redação.

50. Mania de dizer que não tem manias.

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“O pastor Marcos Pereira ele é um psicopata… Mas o poder prostitui. Acho que, quando eu o conheci, ele já estava prostituído”

José Júnior do AfroReggae

Eles tinham um objetivo em comum. Estavam juntos numa missão difícil de ser criticada: retirar traficantes do crime e ressocializar detentos. Um, pela fé, o outro, pela música e pelo trabalho, iam convertendo cadeias e favelas.

E pareciam parceiros, até amigos. Ontem, porém, José Júnior, coordenador do AfroReggae, decidiu bater de frente com o pastor Marcos Pereira da Silva, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Acusa o pastor de ser “a maior mente criminosa do Rio de Janeiro”.

Afirma que o religioso está por trás dos ataques que aterrorizaram a cidade no fim de 2006, logo após a eleição de Sérgio Cabral para governador do estado. E diz que, se ele ou algum membro da ONG for morto, o mandante é o pastor.

Segundo José Júnior, ele e o pastor Marcos se conhecem entre 2006 e 2007. Por pelo menos dois anos, o coordenador do AfroReggae foi um fiador das ações do religioso. Quando o pastor botou os pés na Penitenciária Moniz Sodré, no Complexo de Gericinó, em julho de 2008, depois de quatro anos proibido de pregar em presídios pela Secretaria estadual de Administração Penitenciária, foi pelas mãos de Júnior que ele conseguiu entrar.

A pregação de Marcos Pereira dentro da cadeia — uma mistura bem calibrada de show, teatro e culto — foi usada num dos episódios do “Conexões Urbanas”, programa de TV produzido pelo AfroReggae. Nele, Júnior elogiava o pastor e sua atuação no resgate dos bandidos da vida criminosa. Mas tudo mudou.

As denúncias que fez ontem, de acordo com José Júnior, foram detonadas pelo medo de que algo seja feito contra membros do AfroReggae — alguns deles, ex-traficantes ainda cumprindo pena em regime semiaberto.

Pastor Marcos Pereira

Entrevista

A paisagem colorida do Rio, tostada pelo sol do verão, invade as janelas da sede o AfroReggae, numa cobertura na Lapa. Lá dentro, as salas também são cheias de cor. Menos a sala de José Júnior. Lá, tudo é branco: paredes, estantes, sofá, cadeiras, computador. O próprio coordenador da ONG se veste de branco da cabeça aos pés. A paz do ambiente, porém, não se reflete no discurso de Júnior sobre o pastor Marcos.

Veja a entrevista de José Júnior:

Qual era a sua relação com o pastor Marcos?

O pastor é uma pessoa que eu ajudei muito. Conheci os trabalhos de ressocialização dele em 2006, 2007. Muitas pessoas do bem já tentavam nos aproximar. Eu botei ele bem na fita. Mas o mesmo cara que botou ele bem na fita está falando (mal) dele. Não tem contradição. Na verdade, eu me sinto traído. Porque eu defendi o cara.

Em qual momento houve esse estremecimento?

Ele já falava mal de mim antes, e eu descobri com pessoas do tráfico porque ele me via como concorrente. Até um tempo atrás, as pessoas só tinham uma opção de largar o crime: ir para a igreja dele. Por mais que tivesse o AfroReggae, ele era em (grande) escala e eu era no varejo. Agora, a situação se inverteu: eu pego em escala e ele, no varejo. Ele começou a me ver como concorrente e passou a falar isso nas favelas.

Qual foi o estopim do rompimento entre vocês?

Depois de um programa do “Conexões Urbanas”, que foi ao ar logo após a queda do helicóptero (da PM, derrubado por traficantes no Morro dos Macacos em outubro de 2009), mas que havia sido gravado meses antes, houve uma segunda leva de transferências de traficantes. E ele (pastor) foi a várias favelas dizer que eles foram transfertidos por causa do meu programa, e não por causa do helicóptero. Quando ele faz isso, ele decreta a minha pena de morte. Até que, em 2010, você pega uma carta para (o presídio federal de) Catanduvas que, além de mandar atacar as UPPs e coisa e tal, pedia autorização para me matar.

Por que você não foi morto?

Sou um defunto muito caro.

Você atribui crimes a ele?

Os ataques no Rio, ele foi o mentor dos ataques. Todos. No de 2006, ele estava por trás. Esses traficantes são estagiários perto dele. Ele manipula os traficantes. Alemão 2010 (os ataques antes da ocupação do conjunto de favelas)? Ele está envolvido. Sabe que ele fazia nos presídios? Mandava fazer rebelião para ele ir lá. Por isso ele foi proibido de entrar. Ele mandava (fazer) uma rebelião e dizia “Olha, me chama, faz uma bagunça e manda me chamar”.

São acusações graves…

Eles quatro (aponta para pessoas que trabalham no AfroReggae, que estavam na sala) foram bandidos, eles trabalharam para o crime. Mas ele (pastor Marcos) inverteu a lógica: é o crime que passou a trabalhar para ele. A lógica se inverteu pela primeira vez. Esse cara não está a serviço do crime: o crime está a serviço dele.

Mas o que motivaria isso? Poder? Dinheiro?

O pastor Marcos Pereira ele é um psicopata. Ele é um cara do mal. Talvez seja a maior mente criminosa do Rio de Janeiro. Ele toma atitudes criminosas. Não se satisfaz somente em ter dinheiro, como também quer que as pessoas que competem com ele sejam mortas. Ele é um cara que fez o bem? Fez para muita gente. Ele sempre foi bandido? Acho que não. Mas o poder prostitui. Acho que, quando eu o conheci, ele já estava prostituído.

O que motivou você a fazer essas denúncias?

Eu não posso me omitir ou deixar de fazer o que a gente faz (no AfroReggae). Se aparecer, algum dia, arma dentro do AfroReggae, foi ordem ele. Se aparecer cocaína, foi ele quem mandou colocar, para desmoralizar. Se me acontecer qualquer coisa, Marcos Pereira da Silva é o responsável. Ele é o mandante. Ele só não apertou o gatilho, mas ele botou pilha para o cara apertar o gatilho.

Veja agora o que disse o pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias:

O pastor Marcos Pereira da Silva atribuiu, ontem, as acusações à “dor de cotovelo” de José Junior. Segundo o pastor, o coordenador do AfroReggae “deve estar sentindo inveja”.

— É uma hipótese. Ele deve estar sentindo inveja do meu trabalho. Antes de ele fazer trabalho de ressocialização, eu já fazia isso. Eu já faço trabalho há alguns anos — afirma Marcos Pereira.

O pastor diz também que José Júnior teve a cabeça “envenenada” por um ex-pastor que saiu insatisfeito da sua igreja, a Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Marcos Pereira conta que não fala com José Junior há cerca de dois anos.

Na última conversa, os dois discutiram. José Júnior lembrou da ocasião. Ele disse que ligou para o pastor para reclamar de o religioso estar denegrindo sua imagem nas favelas.

— Quando a gente se conheceu, foi o José Júnior quem me procurou. Não eu. Ele veio até mim trazido pela mão de um parente do (traficante) Marcinho VP. Levei-o a várias comunidades. Por sinal, o AfroReggae me homenageou duas vezes — diz o pastor Marcos.


Pastor nega acusações

O religioso nega que tenha comandado os atentados de 2006 e de 2010. Nega também que esteja falando nas comunidades que José Júnior é um informante da polícia.

— Ele (José Junior) pode falar o que quiser. Eu sou a pessoa que mais tem casos de mediação de conflito. Já ajudei a acabar com 13 rebeliões no Rio e uma no Maranhão, entre outras — afirma, acrescentando: — Meu trabalho é sério. Aqui se faz um trabalho social.

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Não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos”.
Gandhi
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Filhos e filhas da consolação!
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Bispo Robinson Cavalcanti e esposa assassinados a facadas. Filho é suspeito

O bispo diocesano da Igreja Anglicana, cientista político e professor aposentado da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Dom Edward Robinson Cavalcanti, de 64 anos, e a esposa dele, a professora aposentada Mirian Nunes Machado Cotias Cavalcanti, também de 64 anos, foram assassinados na casa da família, na Rua Barão de São Borja, número 305, em Jardim Fragoso, Olinda, na noite do último domingo (26).

De acordo com a policia, o autor do crime é o filho adotivo do casal Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti, de 29 anos. O homem morava nos Estados Unidos desde os 16 anos de idade e teria voltado ao Brasil há cerca de 15 dias depois de ter sido preso no país estrangeiro várias vezes por envolvimento com drogas e outros delitos. Eduardo estava passando por um processo de deportação.

Os corpos já foram necropsiados pelos peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) no Recife. Segundo a polícia, o bispo sofreu três facadas e a esposa apenas uma, na altura do peito esquerdo. De acordo com familiares, o corpo do religioso devem ser sepultado na próxima quinta-feira na Catedral Anglicana de Boa Viagem, como pedem os rituais da igreja. Esta tarde, a família tem reunião com os representantes da igreja para tentar adiantar o enterro. Segundo os parentes, a professora Miriam teria revelado o desejo de ser sepultada no Cemitério Morada da Paz, no Paulista.

Segundo o reverendo Hermany Soares, amigo da família, quando Eduardo chegou ao Brasil, ele foi buscá-lo no aeroporto e ainda no desembarque teria perguntado onde poderia comprar uma arma.

Ontem pela manhã, o rapaz saiu de casa, foi beber na praia e voltou à tarde. À noite, foi visto amolando uma faca na frente do portão de casa.

Na noite de ontem, horas antes do crime, o bispo, a esposa e o filho foram juntos ao culto. Na ocasião, o religioso falou aos fieis sobre a alegria em ter o filho de volta à casa, lembrando que aquele era o primeiro culto após a chegada de Eduardo ao Brasil.

Por volta das 22 horas, Eduardo começou a discutir com o pai, pegou a faca e golpeou o idoso. A mãe foi defender o marido e também foi esfaqueada.

O bispo Robison morreu no quarto. A mãe ainda foi levada para o Hospital Tricentenário, em Olinda, com uma facada no peito esquerdo, mas já chegou morta. Após o crime, Eduardo tentou cometer suicídio ingerindo uma substância ainda não identificada e desferindo vários golpes de faca no próprio peito.

Eduardo foi levado para o Hospital da Restauração (HR) por uma viatura da Polícia Militar e permanece internado na Unidade de Traumas. Está respirando com ajuda de aparelhos. Seu estado de saúde é considerado grave pelos médicos e ele não tem previsão de alta.

Segundo informações de parentes, o bispo Robinson foi o coordenador regional da primeira campanha do ex-presidente Lula para presidente da República, que, inclusive, o teria visitado em casa depois de eleito. O bispo também foi candidato à deputado federal e proferiu palestras na Organizações das Nações Unidas.

Em relação ao ocorrido, a Igreja Anglicana divulgou uma nota de falecimento. Confira o documento na íntegra:

É com grande pesar que a Igreja Anglicana - Diocese do Recife, comunica o trágico falecimento do  Reverendíssimo Bispo Diocesano, Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, e de sua esposa Miriam Cavalcanti, ocorrido neste domingo 26/02/2012 por volta das 22h na cidade de Olinda-PE.

A família diocesana agradece a Deus pela vida e devotado ministério do seu Pai em Deus, pastor, mestre e amigo, um verdadeiro profeta e mártir do nosso tempo, que lutou pela causa do evangelho de Cristo, por Sua igreja, bem como pela Comunhão Anglicana, e que contou sempre com sua esposa que, como fiel ajudadora, o apoiou em todos os anos de seu ministério.

Partiu para a Eternidade deixando um legado de serviço, amor e firmeza doutrinária, pelos quais essa Diocese continuará.

Oportunamente estaremos divulgando dia, horário e local do seu sepultamento.

Revmº Bispo Evilásio Tenório – Bispo Sufragâneo Eleito

Revmº Bispo Flávio Adair – Bispo Sufragâneo Eleito

Rev. Márcio Simões – Presidente do Conselho Diocesano

UFPE também lamenta morte do professor aposentado Robinson Cavalcanti:

A UFPE lamenta as mortes trágicas do professor Edward Robinson de Barros Cavalcanti, 67 anos, e de sua esposa, Miriam Nunes Machado Cotias Cavalcanti, ocorridas ontem (26). O docente ingressou na Universidade em março de 1972, tendo se aposentado em setembro de 1995. Ele atuou no Departamento de Ciências Sociais e, no período de 1992 a 1996, ocupou o cargo de diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH).

O professor era graduado em Direito, pela UFPE, e em Ciências Sociais, pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Possuía Mestrado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Na UFPE, coordenou o primeiro curso de especialização em Ciência Política, em 1979, e o Mestrado em Ciência Política, de 1986 a 1989. Foi membro dos Conselhos de Administração e Universitário e também integrou colegiados. Ministrou disciplinas com temáticas ligadas a partidos políticos, coronelismo, teoria política moderna e império.

Entre suas publicações, estão os livros As Origens do Coronelismo (Editora Universitária da UFPE, 1984) e Cristianismo e Política ” teoria bíblica e prática histórica (1985). “Ele sempre se renovou na vida. Sempre foi aberto ao diálogo com sensibilidade”, disse o professor Michel Zaidan, da Pós-Graduação em Ciência Política da UFPE.

Robinson Cavalcanti também trabalhou da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Unicap e Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire). Ele ainda atuou como professor visitante na Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, no ano de 1988, e era bispo anglicano.

Com informações do repórter Edson Araújo, da TV Clube

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Informações sobre execução de pastor não são confirmadas

Nadarkhani e esposa.

Os advogados do pastor iraniano que aguarda a decisão final sobre sua sentença de morte ainda não receberam uma confirmação oficial das autoridades de que seu cliente será executado, apesar de todas as informações de que sua morte é iminente.

Rumores de uma execução iminente para o pastor Yousef Nadarkhani vazaram esta semana depois que uma fonte próxima aos advogados do pastor contatou a mídia internacional, informando que o tribunal havia assinado os papeis para a execução de Nadarkhani.

“O advogado ainda está aguardando a confirmação, mas ele soube que a execução já havia sido anunciada”, afirma Firouz Khandjani, membro do Conselho da Igreja do Irã, denominação à qual Yousef pertence. “Agora, estamos tentando entender exatamente o que aconteceu, porque as informações vieram de uma fonte confiável”.

O caso de Nadarkhani foi transferido recentemente para o líder supremo Aiatolá Khamenei, para que ele tomasse a decisão sobre a sentença de morte, mas legalmente o tribunal ainda tem a autoridade de emitir a ordem de execução, afirma Khandjani. Khamenei pode ou não tomar a decisão, e se o tribunal emitir a ordem de execução, o aiatolá teria a autoridade de anulá-la.

Apesar de os advogados de Nadarkhani não terem recebido a confirmação por escrito, Khandjani afirma estar preocupado, pois o governo desconsidera suas próprias leis e processos legais ao tratar os cristãos. Diversos prisioneiros já foram executados sem aviso.

Nadarkhani falou com sua esposa por telefone no dia 22 de fevereiro, e o Centro Americano da Lei e Justiça (veja link) afirma que ele ainda está vivo.

“Temos que continuar orando e falando sobre a situação dos cristãos no Irã, porque é um momento de tensão para o povo”.  Os cristãos no Irã são repetidamente presos e interrogados. O caso de Nadarkhani não é algo fora do comum no país.

Para agir em favor de Yousef Nadarkhani, acesse http://aclj.org/iran/save-christian-pastor-nadarkhani-iranian-death-sentence

Saiba mais sobre a Igreja e a perseguição no Irã.

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Youcef Nadarkhani: Brasil pode intervir na sua libertação por ter boas relações com o Irã

The Christian Post

Pastor Youcef Nadarkhani é visto aqui na prisão em Lakan, Irã. Nadarkhani enfrenta a execução por se recusar a negar sua fé cristã.

O Brasil se comove com a situação do líder religioso, o pastor Youcef Nadarkhani, preso no Irã desde outubro de 2009. Segundo o Jornal Nacional, o Brasil poderia intervir na situação, pois tem boas relações diplomáticas com o Irã.

Pastor Youcef Nadarkhani é visto aqui na prisão em Lakan, Irã. Nadarkhani enfrenta a execução por se recusar a negar sua fé cristã.

Em 21 de fevereiro o American Center for Law Justice (ACLJ), organização que defende a liberdade religiosa, confirmou que um tribunal iraniano emitiu a sentença de morte ao líder religioso que está sendo acusado de apostasia por negar sua fé em Jesus Cristo.

A detenção e provável sentença de execução de Nadarkhani vem provocando indignação e protestos de governos e defensores da liberdade de religião em todo o mundo.

A Casa Branca e o Departamento de Estado do EUA emitiram um comunicado nesta quinta-feira à imprensa exigindo a imediata libertação do pastor. 

“Estamos com líderes religiosos e políticos de todo o mundo para condenar a prisão de Youcef Nadarkhani e apelar à libertação imediata”, disse o Departamento de estado dos EUA.

O secretário de Relações exteriores britânico, William Hague e a União Européia estão pressionando o Irã por violar também a Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo o Global Post.

Nadarkhani foi inicialmente preso em outubro de 2009 por protestar contra o ensino do Islã na escola de seus filhos.

Ele se converteu aos 19 anos, três anos depois já passou a praticar o evangelismo na cidade de Rasht, noroeste de Teerã. Nadarkhani chegou a liderar um grupo de cerca de 400 cristãos no Irã. As acusações que pesam contra ele são atualmente apostasia e tentar evangelizar muçulmanos.

A sentença para apostasia foi a execução por enforcamento, mas, após pressão internacional sobre o sistema judicial iraniano o veredicto foi adiado, passando o caso para o aiatolá Ali Khamenei, da nação suprema autoridade, para revisão.

A esposa de Nadarkhani chegou a ser detida, e condenada à prisão perpétua mas depois foi libertada.

Foi oferecido ao pastor por três vezes a proposta de retornar ao islamismo e ser poupado da pena de morte, mas ele não aceitou.

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O crescimento da cristofobia

Jornal do Brasil

Ives Gandra

        Ayaan Hirsi Ali publicou na revista Newsweek, de 13 de fevereiro passado, artigo fartamente documentado sobre a guerra que os países islâmicos estão desencadeando contra os cristãos, atingindo sua liberdade de consciência,  proibindo-os de manifestarem sua fé e assassinando quem a professa individualmente ou mediante atentados a Igrejas ou locais onde se reúnam.

        Lembra que ao menos 24 cristãos foram mortos pelo exército egípcio, em 9 de outubro de 2011; que, no Cairo, no dia 5 de março do mesmo ano, uma igreja foi incendiada, com inúmeros mortos; que, na Nigéria, no dia de Natal de 2011, dezenas de cristãos foram assassinados ou feridos, e que no Paquistão, na Índia e em outros países de minoria cristã a perseguição contra os que acreditam em Cristo tem crescido consideravelmente. Declara a autora que “os ataques terroristas contra cristãos na África, Oriente próximo e Ásia cresceram 309% de 2003 a 2010”. E conclui seu artigo afirmando que, no Ocidente, “em vez de criarem-se histórias fantasiosas sobre uma pretensa “islamofobia”, deveriam tomar uma posição real contra a “Cristofobia”, que principia a se infestar no mundo islâmico. “Tolerância é para todos, exceto para os intolerantes”.

        Entre as sugestões que apresenta, está o Ocidente condicionar seu auxílio humanitário, social e econômico a que a tolerância para com os que professam a fé cristã seja também respeitada, como se respeita, na maioria dos países ocidentais a fé islâmica.

Entendo ser o Brasil, neste particular, um país modelo. Respeitamos todos os credos, inclusive aqueles que negam todos os credos, pois a liberdade de expressão é cláusula pétrea na nossa Constituição.

        Ocorre, todavia, que as notícias sobre esta “Cristofobia islâmica” são desconhecidas no país, com notas reduzidas sobre atentados contra os cristãos, nos principais jornais que aqui circulam. Um homossexual agredido é manchete de qualquer jornal brasileiro. Já a morte de dezenas de cristãos, em virtude de atos de violência planejados, como expressão de anticristianismo, é solenemente ignorada pela imprensa.

        Quando da Hégira, em 622, Maomé lançou o movimento islâmico, que levou à invasão da Europa em 711 com a intenção de eliminar todos os infiéis ao profeta de Alá. Até sua expulsão de Granada — creio que em 1492 — os mulçumanos europeus foram se adaptando à convivência com os cristãos, sendo que a filosofia árabe e católica dos séculos 12 e 13 convergiram, fascinantemente. Filósofos de expressão, como Santo Tomas de Aquino, Bernardo de Claraval, Abelardo, Avicena, Averróes, Alfa-rabi, demonstraram a possibilidade de convivência entre credos e culturas diferentes.

        Infelizmente, aquilo que se considerava ultrapassado reaparece em atos terroristas, que não dignificam a natureza humana e separam os homens, que deveriam unir-se na busca de um mundo melhor. Creio que a solução apresentada por Ayaan Hirsi Ali é a melhor forma de combater preconceitos, perseguições e atentados terroristas, ou seja, condicionar ajuda, até mesmo humanitária, ao respeito a todos os credos religiosos (ou à falta deles), como forma de convivência pacífica entre os homens. É a melhor forma de não se incubarem ovos de serpentes, prodigalizando auxílios que possam se voltar contra os benfeitores.

Ives Gandra da Silva Martins é jurista. – ivesgandra@gandramartins.adv.br

Leia Também: Jornal Nacional comenta sentença de morte de Yousef Nadarkhani


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